Bruno e Jeitosinha
Capítulo V


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Desilusão, medo, vergonha. Sentimentos variados dominavam a cabeça de Bruno quando Jeitosinha lhe expôs sua triste verdade. Sentia que ainda a amava e até compreendia que ela era a grande vítima desta trapaça do destino, mas o amor estava isolado por um intransponível muro de aversão.

- Não podemos continuar juntos, meu amor! Eu sou hetero!

- Mas Bruno... Eu continuo sendo a mesma!

- A mesma? Com aquele coisa enorme, que parece um celular Motorolla daqueles antigos? Não, Jeitosinha. Lamento, mas está tudo acabado entre nós!

"Que somos, senão germes rastejantes num enorme teatro do absurdo?", pensou a loira, tomada pelo desânimo. Jeitosinha voltou para casa com passos lentos, como se carregasse o mundo nas costas. Ao entrar em casa deparou-se com Ambrósio.

- Onde você estava, tesouro? Papai já lhe disse que uma mocinha frágil não pode ficar zanzando por aí!

Embora fosse um homem violento, Ambrósio era sempre doce e atencioso com Jeitosinha. Por isso mesmo a filha, até então, o adorara. Mas agora, sabendo que vivia uma farsa, e que a origem de todo o seu sofrimento era o medo imposto a Marilena por aquele homem, sentia ânsias de vômito só de olhar para o seu rosto. "Vingança! Era tudo o que Jeitosinha queria naquele momento! A vingança penetrou cada pequena veia de seu coração, antes ocupado pelo amor que sentia por Bruno.

Controlando o tom de voz e forçando um sorriso, Jeitosinha respondeu ao pai:

- Estava estudando com umas amigas. Estou com muita dor-de-cabeça e vou me deitar, papai. A moça se trancou no quarto e tirou da bolsa uma revista pornográfica, que acabara de comprar numa banca próxima à casa de Bruno.

- Então são assim os homens e mulheres! - disse baixinho para si, enquanto folheava a publicação.

Completamente nua, viu no espelho que era uma mulher perfeita. Comparou seu pênis com os dos atores pornôs da revista. Eram muito parecidos, embora o de Jeitosinha fosse maior. Tocou-se como nunca havia se tocado. Deixou-se dominar pela libido, livre da repressão imposta pelo pai. Ao se deitar para dormir, Jeitosinha estava muito triste, mas não havia perdido a razão de viver. Ela sabia que tinha uma missão: Destruir Ambrósio, Marilena e Bruno



 Escrito por Elisa às 14h11
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Reação de Jeitosinha
Capítulo IV


 

O mundo desabou diante dos olhos de Jeitosinha. Tudo o que ela pensava ser, todos os seus sonhos de menina e a possibilidade de um orgasmo múltiplo clitoriano eram subitamente arrancados para sempre de sua vida! E o que ela diria a Bruno, seu amado, um rapaz de boa índole que trabalhava como caixa no Banco do Brasil?

- Nunca vou te perdoar! Porque, mamãe? Porque você fez isso comigo?

- A revolta saltava de seus olhos cor de esmeralda, como ondas de fogo.

- Calma, querida! Ainda posso desfazer meu erro! A gente conta tudo para o seu pai, eu compro pra você umas cuecas, você corta este cabelo, aprende a cuspir e coçar o saco... Enfim, você recomeça sua vida!

- Mas você não entende, mãe? Eu me sinto uma mulher!!!

- Tá vendo como tudo tem um lado positivo? Você é um traveco e sua mamãe aceita!

As justificativas de Marilena não estavam ajudando muito. Desesperada Jeitosinha saiu de casa e vagou, vagou durante horas pelas ruas da cidade. Acabou concluindo que o melhor era procurar Bruno e dividir com ele sua angústia. "Se ele realmente me ama, vai me aceitar como eu sou", pensou. "O rapaz se surpreendeu ao abrir a porta e encontrar sua amada. Pela rigidez moral de sua criação, Jeitosinha jamais iria até o apartamento de um rapaz solteiro.

- Você aqui, querida?

A moça entrou muda e sentou-se no sofá. Bruno toca seu rosto.

- Você está estranha... É porque não te liguei? Desculpe, mas perdi meu telefone celular!

- Não é isso, Bruno... - Sussurra Jeitosinha. Encarando o amado fixamente ela pede, com a voz trêmula:

- Me beija! Me beija como se fosse nosso último beijo de amor!

Ondas de calor percorrem os corpos dos dois. Bruno começa a explorar o corpo da amada com as mãos, numa liberdade que nunca experimentara antes.

- Tenho algo importante a lhe dizer Bruno... - Diz a bela loira, no exato momento em que os dedos do rapaz percebem um inesperado volume entre as pernas de Jeitosinha.

- Já sei, amor... - responde Bruno, abrindo um sorriso.

- Já sabe? - Surpreende-se a moça.

Bruno aperta levemente o pênis da loira.

- Claro, querida! Estou sentindo. Você achou o meu celular!



Bruno aceitará Jeitosinha?
Confira no próximo e emocionante capítulo



 Escrito por Elisa às 21h17
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Trágica revelação
Capítulo III


 
 

 

Só a voz de taquara rachada e a sandália número 41 davam indícios do segredo que envolvia a natureza de Jeitosinha. Mas o que todos viam era uma loira de 1,70 m, cabelos sedosos até a cintura, cativantes olhos verdes, cintura fina, coxas grossas e bem torneadas, seios pequenos e um bumbum perfeito. "Como ela consegue não ter nenhuma celulite? Parece bunda de homem!", afinetavam as amigas.

Era sobre a beleza e feminilidade da filha que Marilena pensava, quando a chamou para uma conversa definitiva.

- Querida, tenho algo muito importante a lhe revelar.

- O que foi, mamãe? - perguntou Jeitosinha, apreensiva, lendo a angústia nos olhos da pobre senhora.

Marilena respirou fundo e foi diretamente ao ponto central do problema, como se tentasse extirpar com um único golpe o câncer moral que atormentava sua existência:

- Você não é uma mulher.

- Claro que não mamãe!

- V-você já sabia, Jeitosinha? - Surpreendeu-se Marilena.

- Claro. Tenho minhas amigas na escola. Embora você nunca tenha me falado sobre essas coisas, eu sei que não sou mulher. "Marilena respirou aliviada.

- Então você já sabia que... - Sim, mamãe. Eu ainda sou uma donzela.

Por um instante Marilena deixou-se abater pelo desânimo. Pensou em sumir, dar cabo da própria vida, qualquer coisa que a livrasse da enorme decepção que teria que causar à filha. Mas Jeitosinha era uma garota doce e compreensiva. E mesmo sendo loira, devia ter - mesmo que instintivamente - a percepção de que não era uma moça como as outras.

- Querida... - Perguntou Marilena - você nunca notou nada de estranho no seu corpo?

- Bem, mamãe... - respondeu Jeitosinha, encabulada - eu nunca entendi muito bem porque eu sinto uma dor horrível entre as pernas quando uso uma calcinha apertada ou tomo uma bolada no Vôlei...

- O que mais, minha filha?

- Hmmm... Nas aulas de Educação Sexual eu tenho uma certa dificuldade em entender por onde é que os homens depositam na gente as tais sementinhas...

Era a oportunidade que Marilena esperava para contar à menina toda a verdade.



Como Jeitosinha reagirá à constatação de que é espada?
Confira no próximo e emocionante capítulo!
"



 Escrito por Elisa às 21h15
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A farsa
Capítulo II


 

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Não foi difícil esconder do pai da criança a verdade sobre Jeitosinha. Ambrósio era um homem conservador e moralista, embora seus atos não correspondessem à disciplina rigorosa que impunha aos filhos e à esposa. Por esta razão, ninguém estranhou que desde muito cedo a caçula tenha sido criada em total isolamento em relação aos seis irmãos, sob o olhar atento de Marilena. Para Ambrósio e os vizinhos, a intenção da mãe era preservar a honra e inocência da filha.

A menina era o tesouro de seu pai. Sem contato íntimo com outras crianças, a própria Jeitosinha cresceu desconhecendo sua real condição de travesti. Os traços finos da criança colaboravam, e quando a adolescência chegou, Marilena passou a misturar hormônios femininos ao Biotônico Fontoura que dava diariamente à menina, com resultados surpreendentes.

Aos 20 anos, Jeitosinha era não apenas uma mulher, mas a mulher mais bonita do bairro. Foram raros os incidentes que ameaçaram revelar o segredo de Marilena. O mais grave aconteceu quando a menina tinha 15 anos. Era uma tarde de Domingo quando Arlindo, o irmão mais velho, entrou na sala gritando: "- Eu vi a Jeitosinha fazendo xixi em pé! Eu vi a jeitosinha fazendo xixi em pé!

Com presença de espírito, antes mesmo que Ambrósio raciocinasse sobre a frase, Marilena deu um safanão no rapazote:

- Espiando sua irmã no banheiro, não é, safado?

Diante da possibilidade de que a intimidade inocente de sua filhinha tivesse sido violada, Ambrósio deu uma surra de cinto no pobre Arlindo. Só depois de muitas chibatadas é que foi cair a ficha:

- Peraí, moleque. Você disse que viu sua irmã mijando em pé? Que história é essa?

Mas quando Arlindo saiu do coma, uma semana depois, o pai já nem se lembrava mais da pergunta formulada segundos antes dele perder os sentidos. Para Ambrósio, tratava-se apenas de uma brincadeira do jocoso Arlindo.

Aqueles foram dias difíceis para Marileusa. Mas a crise que aquela pobre mãe zelosa enfrentava agora, cinco anos depois, era muito mais grave.

Estava chegando a hora de contar a verdade à filha: Jeitosinha estava apaixonada.




Jeitosinha resistirá à trágica revelação de sua natureza?
Confira no próximo e emocionante capítulo!"



 Escrito por Elisa às 21h04
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 Hoje vamos dar inicio a nosso Blog Novela

A Jeitosinha - Capitulo I

Ambrósio e Marilena já tinham seis filhos, mas a iminência da chegada de um
sétimo rebento criava um clima de tensão no lar. As seis tentativas
anteriores não foram suficientes para realizar o sonho do homem: ser pai de
uma menina.
Contínuo num banco de pequeno porte, indivíduo de temperamento difícil e
tendo sido vítima de tortura durante a infância (era obrigado a se vestir de
marinheiro e usar botinhas ortopédicas), Ambrósio vivia como uma bomba
prestes a explodir. Por isso Marilena nem se espantou quando o marido, com
um tom de voz até doce se comparado ao tratamento habitual que dispensava à
família, decretou:
- Se for outro cueca eu te mato, sua vaca!
Para a sorte da pobre mulher, Ambrósio estava no trabalho quando ela entrou
em trabalho de parto. Ao conferir, com a criança ainda nas mãos da parteira,
que se tratava de mais um menino, Marilena chorou convulsivamente. Dona
Nair, a velha parteira, tentou consolá-la com as palavras simples mas sábias
dos humildes:
- É depressão pós-parto. Estima-se que ela atinja 10% das puérperas. Ela
pode ser severa e resistente ao tratamento farmacológico, mas o estrogênio
em doses decrescentes, durante duas semanas, mimetizando o ciclo ovariano
tem sido eficaz em alguns casos, viu, fia?
- Não é isso, Dona Nair... - Interrompeu a mulher, entre lágrimas - o
problema é que o Ambrósio vai me matar se souber que é outro varão...
Dona Nair era uma mulher experiente. Com um sorriso maroto, sugeriu:
- Se é assim, crie o garoto como se fosse uma menina. Ambrósio nunca saberá
a diferença...
- A senhora acha que isso pode funcionar? - animou-se Marilena.
- Já vi demais... Lembra daquela pivô que jogava na seleção de basquete?
Agarrando-se àquele fio de esperança, a mãe abraçou carinhosamente a criança
e encheu-se de ternura.
- É... pode dar certo. Até que ele é jeitosinho...
- Jeitosinha, fia... - corrigiu Nair - Jeitosinha!
Conseguirá Marilena levar esta farsa adiante?

 

 

 



 Escrito por Elisa às 14h16
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Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, ERMELINO MATARAZZO, Mulher, de 26 a 35 anos, Inglês, Cinema e vídeo, Informática e Internet
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